Alergia a Pets: Curiosidades e Dicas que Você Precisa Saber!

Você já ouviu alguém dizer que a alergia é causada pelos pelos dos animais? Esse é um dos maiores mitos quando falamos em alergia a pets.

Durante a Jornada de Alergia da USP, a Dra. Eliane Gaget apresentou evidências científicas que ajudam a esclarecer as principais dúvidas sobre o tema. A palestra trouxe informações importantes para quem convive com cães e gatos e deseja reduzir os sintomas alérgicos sem abrir mão da companhia dos animais.

Confira os principais destaques.


O Brasil está entre os países com mais pets do mundo

O Brasil ocupa a terceira posição no ranking mundial de população de animais de estimação, com cerca de 150 a 160 milhões de pets.

Os benefícios da convivência com cães e gatos são inúmeros, mas pessoas predispostas às alergias precisam conhecer quais são os verdadeiros responsáveis pelas reações alérgicas.

A alergia não é causada pelos pelos

Ao contrário do que muitos imaginam, os pelos não são os principais responsáveis pelas crises alérgicas.

Os verdadeiros alérgenos são proteínas presentes na:

  • saliva;
  • urina;
  • caspa (descamação natural da pele).

Os pelos apenas funcionam como veículos que transportam essas proteínas pelo ambiente.

Outro aspecto importante é que esses alérgenos podem permanecer em móveis, colchões, cortinas e tapetes por até seis meses, mesmo depois que o animal deixa a residência.

Existe reação cruzada entre diferentes animais

Pessoas alérgicas a gatos podem desenvolver sintomas também ao entrar em contato com cães, e vice-versa.

Além disso, existe uma alta taxa de reação cruzada com outros mamíferos, como cavalos, bovinos e suínos, chegando a aproximadamente 75%, mesmo em pessoas que nunca tiveram contato direto com esses animais.

A proteína Fel d1 é a principal responsável pela alergia aos gatos

Entre todas as proteínas produzidas pelos gatos, a Fel d1 é considerada a mais importante na alergia respiratória.

Ela apresenta algumas características curiosas:

  • é produzida em maior quantidade por machos não castrados;
  • permanece suspensa no ar por longos períodos;
  • adere facilmente às roupas, cabelos e objetos;
  • pode ser encontrada até em ambientes onde nunca houve gatos.

Gatos hipoalergênicos existem?

Algumas linhagens produzem menores quantidades de Fel d1, mas nenhum gato é completamente hipoalergênico.

Isso acontece porque existem diversas outras proteínas capazes de provocar reações alérgicas.

Dar banho no gato resolve?

O banho reduz temporariamente a quantidade de Fel d1 presente na pelagem.

Entretanto, o efeito costuma durar apenas cerca de dois dias, sendo insuficiente como estratégia única para controle da alergia.

Outras proteínas importantes

Além da Fel d1, outras proteínas merecem atenção:

  • Fel d2: pode apresentar reação cruzada com albumina sérica bovina (BSA).
  • Fel d3: pode reagir com proteínas presentes em cães e, em algumas situações, com o kiwi.

Cães também produzem alérgenos

Assim como acontece com os gatos, todas as raças de cães produzem proteínas alergênicas.

Elas estão presentes na saliva, urina, caspa e soro.

As principais proteínas são:

  • Can f1;
  • Can f2;
  • Can f3;
  • Can f4;
  • Can f5.

Embora algumas raças, como o Labrador Retriever, possam produzir menores quantidades de determinadas proteínas, nenhuma raça pode ser considerada totalmente hipoalergênica.

Um dado curioso é que a proteína Can f5 está associada a uma rara reação cruzada com proteínas presentes no sêmen humano.

Como reduzir os alérgenos dentro de casa

Quando a retirada do animal não é uma opção, algumas medidas podem reduzir significativamente a quantidade de alérgenos no ambiente.

As principais recomendações incluem:

  • realizar banho a seco no pet cerca de três vezes por semana com produtos específicos;
  • utilizar capas protetoras para colchões e travesseiros;
  • manter o quarto livre da presença dos animais;
  • aspirar a casa regularmente com aspiradores equipados com filtro HEPA;
  • utilizar saneantes específicos para reduzir alérgenos nas superfícies.

Essas estratégias ajudam a diminuir a exposição às proteínas alergênicas e podem contribuir para uma melhor qualidade de vida das pessoas sensibilizadas.

Informação é a melhor forma de prevenção

A alergia a pets não significa, necessariamente, que seja preciso abrir mão da convivência com cães e gatos.

Conhecer os alérgenos, entender como eles se espalham e adotar medidas ambientais eficazes faz toda a diferença no controle dos sintomas.

Sempre que houver suspeita de alergia, procure um médico alergista para realizar uma avaliação individualizada e definir o tratamento mais adequado.

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Para auxiliar no controle dos alérgenos ambientais, a Alergoshop oferece a Linha Alerpet, desenvolvida para os cuidados com o pet e com a casa.

Os produtos ajudam na higiene dos animais, na redução dos alérgenos e no cuidado do ambiente, permitindo uma convivência mais confortável para toda a família.

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